Calos e rugas
São quase alívio
O cansaço de uma vida inteira
Parece enfim desfeito
E não me preocuparia mais
Carregar fardos
Fios brancos e desnexo
Ah, como tudo isso me atrai
Pijamas e chinelos quentes
Quero ter 80 anos de idade
A visão turva
Veria tudo como um quadro impressionista
E a falta de audição
Tornaria a vida um filme mudo de Chaplin
Parkinson e Alzheimer?
Que mal me fazem?
Prefiro o esquecimento e os tremores
Cientificamente explicáveis.
sábado, 25 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Instante
Havia os batentes frios
Que perpassavam meus chinelos
Havia o inicio do dia
Que parecia fim
O céu ainda estrelado
O claro sem decidir se ia ou se vinha
Havia aquele vento ténue
Os barulhos longínquos
Como linhas cinzas
Havia aquele cheiro
E havia a ausência de gente.
A cadeira de balanço
E a conversa com a árvore pequena
Que sacudia suas folhas
Com aquele coxixo
Havia tudo aquilo
E o tempo me pesava às costas
Como uma grandeza inversamente proporcional.
Que perpassavam meus chinelos
Havia o inicio do dia
Que parecia fim
O céu ainda estrelado
O claro sem decidir se ia ou se vinha
Havia aquele vento ténue
Os barulhos longínquos
Como linhas cinzas
Havia aquele cheiro
E havia a ausência de gente.
A cadeira de balanço
E a conversa com a árvore pequena
Que sacudia suas folhas
Com aquele coxixo
Havia tudo aquilo
E o tempo me pesava às costas
Como uma grandeza inversamente proporcional.
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