Procuro em mim algo que me torne real...
Isso pode parecer óbviu - o que me torna real
Mas, na verdade, não é.
Deve haver em mim um buraco negro
Uma cápsula de anti-matéria
Um verme que já corrói tudo,
Antes mesmo de eu estar morta -
Ou será que não?
Talvez seu sujo trabalho decompositor
Já esteja pontual ou passado da hora.
Afinal, o que me torna viva ou morta?
Sinto que sou uma farsa
Das mais fajutas,
Que nem cômica é.
Sou uma mentira ordinária
Escavando com unhas imundas
As ruínas e esgotos de minha alma - um bordél.
Já nem se quer tenho máscaras
Sou encarnada uma delas -
Pele artificial.
E ando corroída por cupins dos mais preguiçosos
E sinto-me desfazendo
Como uma gosma viscosa
Podre e nojenta
"Procuro em mim algo que me torne real."
ResponderExcluirTenho me encontrado, sabe.
E ficado mais feliz ultimamente.
Por poesia
Palpável
Beijos, Gá.
saudades de você.