As luzes estão apagadas
Não há nada a se ver
Onde há apenas sombra e poeira
No canto do quarto escuro
Ele mantinha os olhos frios imóveis
Secos
As mãos ensanguentadas
Circundavam algo pulsante
O qual, de tempos em tempos,
Era levado com repulsa
A boca suja e muda
Que mastigava com vagareza
O tecido morno, já quase frio
Do órgão que lhe foi entregue
Ou que foi roubado
Ou era seu próprio coração
Que o alimentava (?)
[2010]
Tocante, repugnante e perfeito de uma maneira que só você seria capaz de fazer. Seu talento não tem medidas, pelo menos não as conhecidas e usadas até hoje...
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