Corria descalça
Temia uma sombra
Que lhe tropeçava nas pernas
Que lhe segurava as ancas
Havia sempre alguém a seguindo
Roupas roçavam seus tornozelos
E de quem eram aqueles cabelos
Que lhe emaranhavam as íris?
Respirava em falso
Uma dor furando o peito
Em seus olhos, somente medo
Abria caminho em meio aos galhos
Deu de joelhos ao espelho
Espanto na outra face
E que mãos eram aquelas
Que buscavam a margem?
Por fim, deu-se conta
Tocando a si, trocando
Pendeu-se então, perdeu-se
Mergulhando...
[2010]
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